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Carteira de Investimentos: 7 Estratégias Pouco Conhecidas

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Carteira de Investimentos: 7 Estratégias Pouco Conhecidas

Quando alguém fala sobre carteira de investimentos, quase sempre imaginamos aquele portfólio clássico: uma parte em renda fixa, outra em ações. Eventualmente alguém inclui fundos imobiliários. Só que o mundo vai muito além disso. Nos corredores, nas conversas de especialistas, existem estratégias capazes de mudar não só a forma de investir, mas também de enxergar o próprio dinheiro. O curioso é que boa parte dessas práticas permanece meio que escondida, quase como segredos guardados a sete chaves.

Ao longo desse texto, vou tentar apresentar sete estratégias menos conhecidas para diversificar uma carteira. Não é uma receita mágica. São alternativas reais, inteligentes, que usamos inclusive na Convexa Investimentos ao apoiar nossos clientes a construir trajetórias financeiras mais seguras e profundas. Prepare-se para conhecer táticas que fogem do óbvio e podem trazer novas perspectivas — inclusive para quem já tem experiência no mercado.

Por que buscar o que poucos conhecem?

Talvez você já tenha ouvido aquela frase: “Ninguém fica rico fazendo o mesmo que todo mundo faz”. Não é absoluta, claro, mas existe um fundo de verdade aí. Pouca gente fala dos riscos que a concentração pode trazer, e menos ainda comenta sobre o conforto de estar junto da multidão. O que quase ninguém diz é que fugir do trivial exige mais estudo, reflexão e, quem sabe, até um pouco de coragem.

Diversificar é pensar fora da caixinha.

O melhor? Hoje você pode acessar estratégias até pouco tempo atrás restritas a investidores profissionais. Basta olhar com calma, disposição para aprender e a orientação certa. Vamos abrir essas portas, uma a uma.

1. Alocação internacional além dos Estados Unidos

Quando se fala em “investir no exterior”, muita gente logo pensa em comprar ações da Apple, Google ou fundos ligados ao S&P 500. Claro que faz sentido: os EUA concentram empresas gigantes, diversificação cambial e segurança jurídica. Só que limitar o olhar aos Estados Unidos pode ser um erro, e é aí que mora a primeira estratégia pouco explorada.

Já pensou em investir na Ásia, Oceania ou mesmo na América Latina? O mundo não se resume ao eixo Wall Street. Diversificar internacionalmente é buscar diferentes motores de crescimento econômico, moedas variadas e situações políticas menos correlacionadas ao Brasil.

  • Fundos de ações globais que incluam China, Índia ou Alemanha, não só EUA
  • Fundos cambiais expostos ao euro, libra esterlina, iene e dólar australiano
  • Fundos imobiliários globais focados, por exemplo, em imóveis logísticos na Ásia
  • ETFs de mercados emergentes (em bolsa brasileira ou internacional)

Essas alternativas não apenas distribuem o risco. Trazem também oportunidades diferentes — setores inovadores, moedas resilientes, tendências que, por vezes, demoram a chegar ao Brasil ou aos EUA.

Implantar uma alocação dessa forma exige entender como funcionam taxas, tributação e, claro, o perfil próprio de volatilidade. Por experiência, vejo que até quem já entende de investimentos subestima o poder dessa diversificação.

Por aqui, na Convexa Investimentos, muitos clientes se surpreendem com o resultado de incluir mercados asiáticos na composição da carteira. Quando algo balança nos EUA, às vezes China ou Índia seguram o tranco. Parece detalhe, mas pode proteger até aquele planejamento de longo prazo mais conservador.

Quem quiser se aprofundar, recomendo o artigo sobre como montar uma carteira de investimentos, que mostra também essas alternativas globais.

Mapa-múndi colorido mostrando gráficos financeiros conectando diferentes países. 2. Investimento em ativos estruturados: mais do que debêntures e CRIs

Nos últimos anos, bastante gente ouviu falar de debêntures incentivadas, CRIs e CRAs. Mas ativos estruturados vão muito além disso, principalmente se pensarmos em produtos que misturam estratégias e mercados.

Dentre os ativos estruturados mais “fora do radar”, podemos citar:

  • Fundos de crédito privados (que operam recebíveis de setores variados, como agronegócio e infraestrutura, até mesmo no exterior)
  • Fundos de direitos creditórios não só ligados ao setor imobiliário, mas também ao setor de energia e até educação
  • Notas estruturadas (envolvem derivativos em uma estrutura que pode remunerar acima da renda fixa clássica)
  • Fundos mistos, que unem renda fixa, crédito privado, inflação e até moedas

Esses instrumentos podem ter liquidez menor, exigem avaliação de risco mais detalhada e, geralmente, demandam acompanhamento próximo. Por outro lado, abrem caminho para valorizações além do horizonte tradicional. Na diversificação de carteira, cada detalhe importa, principalmente quando buscamos alternativas às ações e renda fixa convencionais.

A sensação é de estar descobrindo um mundo novo, quase como aqueles ingredientes secretos de uma receita antiga.

Ativos estruturados podem dar sabor diferente à carteira.

3. Uso democrático de derivativos de proteção

Derivativos assustam muita gente. Parece algo só para grandes investidores ou para quem vive, respira e sonha com o mercado financeiro. Não precisa ser assim. Hoje existem alternativas bastante acessíveis – de fácil entendimento e aplicação – para investidores comuns reduzirem o risco de suas carteiras ou, até mesmo, protegerem ganhos já conquistados.

Destaco algumas possibilidades que vemos com bastante frequência na Convexa Investimentos:

  • Compra de opções de venda (puts) para proteção de ações com alto potencial de queda em momentos específicos
  • Contratação de fundos multimercado com estratégia “long & short”, que usam derivativos de forma inteligente e transparente
  • Fundos estruturados que utilizam swaps simples para migrar exposição entre tipos de ativos sem a necessidade de resgate e reaplicação

Vale dizer, o próprio Tesouro Direto oferece títulos com componente de proteção contra inflação (“Tesouro IPCA+ com juros semestrais”), que, de certa forma, funcionam como um hedge no longo prazo. Ou seja, não falamos só daqueles contratos assustadores negociados na B3 — mas, sim, de ferramentas que servem como um guarda-chuva aberto nos dias de tempestade.

Nem só de apostar na alta vive um investidor.

Se você nunca usou derivativos, talvez seja o caso de conversar com um assessor para saber qual dessas soluções se encaixa melhor no seu planejamento. Proteção também faz parte do percurso — e pode fazer toda a diferença.

4. O rebalanceamento periódico que muitos esquecem

Parece estranho, mas muita gente se dedica meses planejando a carteira perfeita e esquece dela depois. O rebalanceamento periódico é uma das estratégias mais negligenciadas e menos faladas – e, ao mesmo tempo, das mais importantes.

O objetivo desse ajuste não é apenas “voltar ao plano original”, mas, sim, capturar ganhos e limitar riscos crescentes. Isso pode ser feito de forma semestral, anual e, em alguns casos, ao atingir determinados gatilhos: se uma classe de ativos cresce além de um limite pré-definido, parte dos ganhos pode ser realocada para outras classes sub-representadas.

  1. Identifique os percentuais planejados para cada classe de ativo
  2. Monitore o desempenho real a cada período
  3. Se algum ativo cresceu demais, venda o excedente e aplique naqueles que ficaram para trás

Com frequência, esse simples “ajuste de marcha” protege contra movimentos extremos e, inclusive, leva o investidor a comprar barato e vender caro — mesmo que sem perceber. Se você se perguntar se vale o esforço, sugiro olhar históricos de fundos balanceados. É surpreendente como a disciplina de rebalancear reduz perdas em períodos turbulentos.

No artigo sobre investimentos inteligentes e eficiência na diversificação, mostramos exemplos práticos de como o rebalanceamento frequentemete faz a diferença entre um investidor amador e um top performer.

Gráfico colorido em pizza sendo redistribuído para mostrar novo equilíbrio. 5. Aposta em fundos temáticos e setoriais inovadores

Na última década, os fundos temáticos se multiplicaram pelo mundo. No entanto, no Brasil, ainda há pouca discussão sobre o verdadeiro potencial desses produtos, especialmente daqueles dedicados a setores menos populares ou tendências tecnológicas fora do radar da mídia. Aqui, estamos falando de fundos que investem de forma concentrada em temas como transição energética, mudanças demográficas, inteligência artificial, saúde digital ou até segurança cibernética.

  • Fundos de IA e robótica
  • Fundos ligados à agricultura orgânica e impacto socioambiental
  • Fundos com foco regional, apostando no crescimento de África ou Sudeste Asiático
  • ETFs de tecnologia limpa ou de blockchain

Muitos desses fundos podem ser acessados na própria bolsa brasileira, via BDRs ou através de fundos disponíveis nas plataformas de assessoria — inclusive na Convexa Investimentos. A ideia não é apostar todas as fichas em tendências, mas experimentar percentuais menores, apostando em temas de longo prazo, nem sempre conectados ao cenário político-econômico brasileiro.

Às vezes, o futuro chega antes. Na carteira, pode ser bom antecipar movimentos.

Essa abordagem famosa lá fora não só amplia o leque de investimentos, como também pode contrabalançar ativos clássicos em momentos de instabilidade dos setores mais tradicionais.

6. Uso estratégico de fundos multimercado de baixa correlação

Pouca gente percebe, mas nem todo fundo multimercado é igual. No Brasil, parte significativa desses fundos investe majoritariamente em juros, câmbio ou renda fixa. Porém, existem multimercados “raiz” que apresentam correlação quase nula com as principais classes — isto é, eles podem subir mesmo quando bolsa e renda fixa caem, e vice-versa.

Esses fundos apostam em estratégias como:

  • Arbritragem de ativos em vários países
  • Commodities agrícolas e energéticas
  • Posições compradas e vendidas em moedas exóticas
  • Estratégias “quantitativas” baseadas em algoritmos

Incluir esse tipo de fundo na carteira significa adicionar uma camada de incerteza calculada, buscando retornos descorrelacionados. É mais um escudo contra a famosa tempestade perfeita. Aqui na Convexa Investimentos, estudamos de perto o impacto de cada fundo nas carteiras dos nossos clientes — e os fundos de baixa correlação chamam atenção pelo papel relevante em reduzir oscilações indesejadas.

Uma leitura recomendada sobre isso é o material sobre impacto de fundos multimercados na diversificação.

Painel com gráficos financeiros de diferentes tipos de fundos multimercado. 7. Consórcios e previdência como estratégia complementar inteligente

Normalmente, consórcio aparece em anúncios sobre compra da casa própria ou do carro. Previdência privada? Geralmente associada à aposentadoria. Mas essas soluções podem atuar como verdadeiras estratégias de diversificação quando bem escolhidas e inseridas no contexto da carteira.

Por quê? Porque o consórcio, ao funcionar como uma poupança forçada que se valoriza com os reajustes, “obriga” o investidor a implementar disciplina e prazos. Pode ser interessante para quem tem dificuldade em manter aportes regulares, ou para travar valores ao longo dos anos, com custos menores do que financiamentos ou empréstimos tradicionais.

Já a previdência, fora da modalidade tradicional, pode servir como veículo para fundos exclusivos, taxas diferenciadas e planejamento sucessório. Muitas opções permitem migrar recursos entre fundos sem pagar imposto imediato, o que gera uma eficiência tributária relevante no longo prazo. O famoso “come-cotas” nos fundos abertos, por exemplo, não incide sobre alguns planos de previdência, um detalhe que pode impactar fortemente a rentabilidade ao final de décadas.

A diversificação pensa no futuro — inclusive em sucessão e proteção de patrimônio.

Há opções com exposição internacional, multimercados sofisticados, crédito privado, e até participação em fundos imobiliários dentro de planos de previdência. Não é exagero dizer que, hoje, previdência pode ser uma “plataforma de investimentos” a parte, não somente para aposentadoria.

Documento de previdência ao lado de chave de casa e gráfico de crescimento. Um olhar atento: pequenas escolhas mudam o jogo

Essas sete estratégias não são apostas arriscadas. São métodos testados, pouco discutidos fora do círculo de quem realmente acompanha o mercado de perto. Fugir do trivial na montagem da carteira pode parecer trabalhoso, até assustador no começo, mas os benefícios são reais com o tempo. A Convexa Investimentos costuma enxergar além da superfície, junto com seus clientes. É assim que conseguimos proteger, crescer e transformar histórias financeiras de quem acredita em novos caminhos.

Vale algum conselho final? Não se contente com o comum. Busque aprender sempre um pouco além do que aparece na manchete ou na propaganda. Seja curioso. Converse, pergunte, questione. Um detalhe ignorado hoje pode fazer falta anos depois — ou representar o pulo do gato na sua carteira.

Se quiser avançar para conceitos mais avançados, você pode seguir a leitura sobre estratégias avançadas para investir em ações. Às vezes, um pequeno ajuste faz tudo parecer novo.

A diversificação verdadeira nasce da soma de várias ideias.

Quer conhecer de perto soluções diferentes? Fale com um assessor da Convexa Investimentos e descubra na prática como sua carteira pode ir além do tradicional. Uns minutos de atenção hoje mudam o rendimento de uma vida inteira. O futuro do seu patrimônio começa com uma decisão simples: buscar o novo antes dos outros.

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